terça-feira, 23 de junho de 2009

África. Ou como é possível ganhar dinheiro com música sem apelar para o MP3.

A África, agência de comunicação e propaganda ponta de lança da holding ABC, comandada por Nizan Guanaes é um fenômeno.

Nizan é disparado o maior profissional de criação e empresário que a publicidade brasileira já conheceu. Superou Mauro Salles, Geraldo Alonso, Jens Olesen, Washington Olivetto, Alex Periscinotto, Julio Ribeiro, Fabio Fernandes, por larga margem.


Nizan fez a DM9 e dela, um case histórico, vencedora absoluta de prêmios publicitários em quantidades oceânicas, depois vendida à vetusta DDB por alguns milhões de dólares. Nizan depois ajudou a criar o iG, hoje uma potência na internet brasileira, afastado em quarentena após vender a DM9.


Nizan ainda encontrou tempo para criar a Agência Click (hoje incorporada pela multinacional AEGIS). Nizan criou a África e com ela um pequeno império de agências prestadoras dos mais diversos serviços no negócio de comunicação. Em poucos anos, Nizan formou um grupo sólido que recebe aportes de milhões de fundos de investimento como o Gávea de Armínio Fraga.


Nizan é tão talentoso como empreendedor que faz o sucesso da África a partir de música. Nizan poderia mostrar aos executivos da indústria fonográfica como é possível fazer dinheiro em um negócio decadente, massacrado pela onda P2P, pelo MP3, pela democratização dos meios de distribuição da música. Isso porque a sua África tem propensão, vício, tendência a oferecer sempre a mesmíssima solução criativa para seus clientes, encaixotando fórmulas pré-fabricadas para problemas diferentes.

E antes que me adulem ou me apupem, alerto: no mais das vezes, com toda razão.


Mas que é chato, é chato. Que é previsível, é previsível. Que é medíocre, é medíocre. A África é uma espécie de Microsoft das agências. Pode oferecer mil alternativas de produtos, mas ganha dinheiro mesmo com o Windows e com o Office. A África, com os jingles e os formatos desdobráveis. E é vista sempre como a alternativa número 1. Perto da África, a Mr Brand é um Linux mal-ajdambrado.

Mas vejamos: a nova campanha da Vale. Nova marca, e o que temos? Um jingle, reciclando Olodum, Axé, ritmo brasileiro, verde-amarelo, gente sorrindo, paisagens "Brasil Grande"... E, claro, o jingle cantado em corinho... E, pior, ainda usa como metáfora da marca que nasce diversos bebês. A analogia de marca que nasce como bebês já era antiga há 30 anos...

- Campanha da Brahma, jingle com Zeca Pagodinho no Bar, sloganzinho pré-fabricado (Pediu Brahma, pediu bem), corinho, cerveja escorrendo do copo...


- Campanha da Parmalat, reciclando, alguns anos depois, a campanha por ele capitaneada dos "mamíferos" da Parmalat ainda na DM9, com direito a jingle renascido.


- Vivo - "Vivo! Vivo!" exclama o corinho no jingle, aí mascarado pela voz grave do locutor que costuma emprestar sua voz para outras grandes empresas. E uma pitada de Marilia Gabriela para dar credibilidade.


- Itaú - opa, aqui não tem jingle, mas tem uma campanha desdobrada em cima do "Feito para você", literalmente idêntica à campanha dos 50 anos da Folha, também da DM9, em cima do número 50...



- Assolan - Hypermarcas - agora encaminhada para outra agência do grupo, a MPM, que, ora, vejam só! Também tem um jingle meio axé, com corinho e uma voz grasnada, meio Ivete Sangalo e uma palha de aço animada dançando. Um fenômeno! (imagine uma agência pequena sugerir esse slogan - "fenômeno" para qualquer um de seus clientes.)



Incrível!


Ajuda as marcas para as quais presta serviços a construirem suas marcas com os mais surrados truques da propaganda. O que na verdade nada tem de espantoso. Espanto seria ver outras agências tentarem ganhar a vida dessa maneira. Seriam ridicularizadas, claro.


Mas Nizan é inatacável. Ele é poderoso, ele é talentoso, ele é sempre bem-sucedido. Não vamos fazer aqui a apologia da propaganda criativa, inconseqüente e doidivanas. Nem esquecer que vivemos em uma era de pragmatismo extremo, onde o consumidor tem tanta voz ativa e tantas opções que pode simplesmente ignorar a sua campanha de massa. Mas certamente sabemos que Nizan pode ir mais longe, pode oferecer mais que corinhos e releituras. Pode oferecer mais valor pelo dinheiro do cliente.


Ou então pode criar a África Discos e Records, para mostrar como é possível fazer marcas caírem na boca do povo com chicletes de orelha.



chefinhO.. hehehhe
ka germanO.







segunda-feira, 22 de junho de 2009

Brasil tem 3 Ouros e 4 Bronzes em Press !



DM9DDB disputou o Grand Prix com a vencedora Fred & Farid, de Paris.

As agências brasileiras conquistaram seis troféus: três Leões de Ouro e quatro de Bronze.


O maior destaque do Brasil foi a DM9DDB, que com a campanha "Grandes Imagens" ("Box", "Napalm" e "Tanque", para a Latin Stock, disputou o Grand Prix. Entretanto, a vencedora foi a parisiense Fred & Farid, com uma série de anúncios para Dakota, da Wrangler. Uma terceira campanha também disputou o prêmio máximo: a série de cinco anúncios da francesa CLM BBDO, de Boulogne-Billancourt, para Alka Seltzer, da Bayer.

A série da DM9DDB para a Latin Stock ficou com um Leão de Ouro. A agência faturou um segundo Ouro com a campanha "Rotina" ("Praia-Neve" e "Cidade-Campo"), para o Terra Viagens, do portal Terra. E, ainda, um Leão de Bronze com a série "Trompete", "Robô" e "Vaso", para Fedex.

O terceiro Leão de Ouro brasileiro foi para AlmapBBDO pela campanha de quatro anúncios "Até onde vai sua criatividade", para Escola Panamericana de Artes.

O Brasil teve ainda outros três Bronzes para os anúncios "Botão escondido", da Talent para Sony Ericsson; e "Pássaros", da AlmapBBDO para o Greenpeace; e para a campanha de três peças da Publicis para Oral-B.

Press é uma das áreas que tradicionalmente dá mais prêmios ao Brasil em Cannes. Entretanto, neste ano tanto o shortlist como a distribuição de Leões foi bem mais comedida, por orientação do presidente do júri, David Lubars. Os Estados Unidos, por exemplo, tiveram apenas um Leão: o Ouro para a Saatchi & Saatchi de Nova York.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

STF derruba a necessidade de diploma para ser jOrnalista.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por oito votos a um, que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma de nível superior específico para o exercício da profissão de jornalista. O voto de Gilmar Mendes, relator e presidente do Supremo, foi de que é dispensável o diploma para garantir o exercício pleno das liberdades de expressão e de informação. O voto de Mendes foi seguido pelos demais ministros presentes, menos por Marco Aurélio Mello.

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) Sérgio Murillo, considerou a decisão como um prejuízo histórico para a categoria. Segundo ele, aparentemente não haverá nenhum critério para que as pessoas possam obter o registro para exercício da função. Murillo disse que Gilmar Mendes desrespeitou os jornalistas brasileiros, ao dizer que esta atividade tem a mesma dimensão da culinária e do corte e costura.

Paulo Tonet Camargo, da Associação Nacional de Jornais (ANJ), afirmou que a decisão já era esperada pela entidade. Em sua opinião, não se trata de uma discussão sobre a importância dos cursos de jornalismo. Camargo diz que o curso superior de jornalismo não é indispensável para a formação de profissionais, mas que a ANJ tem o entendimento de que os cursos não são pressupostos para o exercício do jornalismo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pensar pequeno pode fazer a diferença !!

Um dos grandes pecados cometidos por muitas empresas é trabalhar o marketing de forma global, ou seja, de uma forma única para um território geográfico muito grande. Isso vale para quem atua no mundo todo, em um único continente, em um país ou até mesmo em um estado. Cada local tem suas especificidades e peculiaridades, decorrentes de fatores culturais e sociais, principalmente. Em países muito grandes, como o Brasil, essas diferenças são percebidas até mesmo de cidade para cidade.

Portanto, como uma marca pode se conectar com povos distintos respeitando essas diferenças? Ou melhor: como uma marca pode se aproveitar dessas diferenças para criar uma conexão cada vez maior?


O case da Coca Cola Azul


O Festival de Parintins é uma festa popular que acontece todo ano na cidade de Parintins, no Amazonas. O evento, que teve sua primeira edição em 1965, é uma apresentação a céu aberto, na qual competem duas agremiações, o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. Durante as três noites de apresentação (o evento este ano ocorre de 26 à 28 de junho), os dois bois exploram as temáticas regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações. Trata-se de uma das maiores rivalidades do mundo, a ponto de deixar Brasil e Argentina parecendo brincadeirinha de criança.

Patrocinadora oficial do evento, a Coca Cola percebeu um fato bem interessante: a torcida do Boi Caprichoso não comprava o refrigerante pela cor vermelha da latinha, que era associada à agremiação rival. Ao invés, optavam pela concorrente Pepsi, da latinha azul. Para ganhar esses consumidores, a Coca Cola tomou uma decisão inédita em seus mais de 100 anos de existência: a adoção da cor azul como oficial, junto ao vermelho. Com isso, todo a comunicação da empresa ganhou uma versão na cor: da logo até a latinha do refrigerante. Resultado: a Coca Cola reverteu o cenário e, é, hoje, o refrigerante mais consumido no evento e em toda aquela região.




Com uma simples mudança na sua linguagem visual, associada ao incentivo à cultura de uma região, a Coca Cola estabeleceu uma conexão tão forte com aquelas pessoas, que dificilmente outro concorrente conseguirá ter sucesso por lá.

Essa iniciativa mostra que ter um plano estratégico flexível, conhecer cada micro-região, e direcionar ações específicas para elas pode ser um ótimo negócio.

terça-feira, 2 de junho de 2009

pra quem gosta de história em quadrinhos!

Oficina de roteiro para quadrinhos.

Para quem gosta de quadrinhos, mas não leva jeito para segurar o lápis, a dica de hoje é participar da oficina de roteiro para quadrinhos -- que vai ser lecionada por Alexandre Nagado, quadrinista brazuca de destaque. O curso promete abordar técnicas como briefing, plot, script, layout e storytelling.

O workshop vai rolar no dia 6 de junho, das 9h30 às 13h, no instituto Cláudio Ayabe (al. dos Guatás, 231, São Paulo, tel. 0/xx/11/2772-6213). É preciso ter, no mínimo, 14 anos. As vagas são limitadas e as inscrições, que devem ser feitas pelo site, custam R$ 45.


kagermano.

Primeiro Clip "Toy Story 3" - Teaser

É um teaser (uma espécie de "pré-trailer", apenas um videozinho para atiçar a curiosidade), mas, sendo da Pixar, já é bem bacana:


aqui.



kagermano.
 
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