quinta-feira, 28 de maio de 2009

What goes around, comes around.

TOUCH PROPAGANDA presents:

Quatro posters foram desenhados para envolver postes e comunicar o fim daguerra mno Iraque, apontando para o site Global Coalition for Peace. Granadas, rifles, mísseis e tanques dão a volta no poste e se encontram com o agressor em cada poster. Tudo que vai, volta. A campanha ganhou o lápis de prata no Onw Show e também ficou entre os finalistas no Clio 2009 (Maio 12-14).











quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sim, aparência importa!

The New York Times

Há mais de uma semana, pessoas em ambos os lados do Atlântico têm usado a história de Susan Boyle - a solteirona escocesa desleixada que chegou à fama cantando no programa de TV "Britain's Got Talent" - como um exemplo de quão superficiais nos tornamos.



Antes de cantar, Boyle parecia uma mera voluntária de igreja desempregada e desmazelada de 47 anos que morava sozinha com seu gato, Pebbles, e que, segundo ela, nunca teria sido beijada (uma alegação que ela posteriormente retirou).

Agora, após o vídeo de sua apresentação ter se tornado viral, uma enxurrada de comentários se concentra em como estereotipamos as pessoas em categorias, como caímos vítima de preconceitos de idade e aparência, e como temos que aprender, de uma vez por todas, a não julgar os livros pela capa.

Mas muitos cientistas sociais e outros que estudam a ciência dos estereótipos dizem que há motivos para avaliarmos rapidamente as pessoas com base em sua aparência. Julgamentos rápidos a respeito das pessoas são cruciais para o modo como funcionamos, eles dizem - mesmo quando esses julgamentos são muito errados.


Não há muito o que
você possa fazer a respeito;
é o modo como pensam;
é o modo como são


Eles até mesmo concordam com a própria Boyle, que disse após sua apresentação que apesar da sociedade ser rápida demais em julgar as pessoas pela aparência, "não há muito o que você possa fazer a respeito; é o modo como pensam; é o modo como são".

Em um nível muito básico, julgar as pessoas pela aparência significa colocá-las rapidamente em categorias impessoais, assim como decidir se um animal é um cachorro ou um gato. "Estereótipos são vistos como um mecanismo necessário para entendimento da informação", disse David Amodio, um professor assistente de psicologia da Universidade de Nova York. "Se olharmos para uma cadeira, nós podemos categorizá-la rapidamente, apesar de existirem muitos tipos diferentes de cadeiras."

Eras atrás, esta capacidade era de uma importância de vida ou morte, e os seres humanos desenvolveram a capacidade de avaliar outras pessoas em segundos.

Susan Fiske, uma professora de psicologia e neurociência de Princeton, disse que tradicionalmente, a maioria dos estereótipos se divide em duas dimensões amplas: se a pessoa parece ter intenção maligna ou benigna e se a pessoa parece perigosa. "Em tempos ancestrais, era importante permanecer distante de pessoas que pareciam furiosas e dominadoras", ela disse.

As mulheres também são subdivididas em mulheres "tradicionalmente atraentes", que "não parecem dominadoras, têm traços de bebê", disse Fiske. "Elas não são ameaçadoras."

De fato, a atração é uma coisa que reforça o estereótipo e faz com que se cumpra. Pessoas atraentes têm "crédito de serem socialmente hábeis", disse Fiske, e talvez sejam, porque "se uma pessoa é bonita ou simpática, as outras pessoas riem das piadas dela e interagem com ela de uma forma que facilita a interação social".

"Se uma pessoa não é atraente, é mais difícil conseguir todas estas coisas porque as outras pessoas não a procuram", ela disse.

A idade também tem um papel na criação de estereótipos, com as pessoas mais velhas tradicionalmente vistas como "inofensivas e inúteis", disse Fiske. Na verdade, ela disse, as pesquisas mostraram que os estereótipos raciais e étnicos são mais fáceis de mudar ao longo do tempo do que os estereótipos de gênero e idade, que são "particularmente aderentes".

Um motivo para nosso cérebro persistir em usar estereótipos, dizem os especialistas, é por frequentemente nos dar informação precisa de modo geral, mesmo que nem todos os detalhes de encaixem. A aparência de Boyle, por exemplo, telegrafou precisamente grande parte de sua biografia, incluindo seu nível socioeconômico e falta de experiência mundana.


Seu comportamento no palco reforçou uma imagem de pessoa de fora. David Berreby, autor de "Us and Them", sobre o motivo das pessoas categorizarem umas às outras, disse que os telespectadores também podem tê-la julgado severamente porque, nas provocações com os juízes antes de cantar, ela parecia estar, desajeitadamente, tentando se encaixar.

"Ela tentou ser divertida, e quando lhe perguntaram a sua idade, ela fez aquela dancinha", como se ela presumisse que nesses programas "você supostamente precisa ser meio sensual e elegante, mas se deu mal", disse Berreby. "Nada provoca mais nosso desprezo do que alguém tentar ser aceitável e então fracassar."


Quando as pessoas não se encaixam em nossas noções pré-concebidas, nós tendemos a ignorar as contradições, até serem dramáticas demais para ignorar. Nestes casos, disse John F. Dovidio, um professor de psicologia de Yale, nós nos concentramos na contradição - a voz de Boyle, por exemplo. Apesar disso nos fazer vê-la mais como um indivíduo, nós também "encontramos uma forma do mundo fazer sentido de novo, mesmo que para isso digamos: 'Esta é uma situação excepcional'. É mais fácil para mim manter as mesmas categorias na mente do que chegar a uma explicação para as coisas que são discrepantes".

Mesmo diante de múltiplas exceções ao estereótipo, nós frequentemente mantemos a categoria geral e simplesmente criamos um subtipo, disse Dovidio.

Por exemplo, o presidente Barack Obama contrariou os estereótipos negativos a respeito dos negros, mas algumas pessoas podem ter criado um subtipo de negros - profissionais negros - em vez de contestar o estereótipo geral, disse Dovidio. "Esta é a solução mais simples e que economiza energia cognitivamente."

Os cientistas estão descobrindo que os estereótipos não estão simplesmente armazenados no cérebro e são recuperados por ele, mas "estão associados com regiões gerais do cérebro envolvidas na memória e no planejamento de metas", disse Amodio, sugerindo que "as pessoas recrutam estereótipos para ajudá-las a planejar um mundo consistente com a meta que possam ter".

A pesquisa de Fiske sugere que as pessoas de status baixo são registradas de forma diferente no cérebro. "A parte do cérebro que normalmente é ativada quando você pensa em pessoas fica surpreendentemente silenciosa quando você olha para moradores de rua", ela disse. "É uma espécie de desumanização neural. Talvez não consigamos suportar a situação horrível em que se encontram, ou não queiramos nos envolver, ou talvez tenhamos medo de nos contaminar."

Mas, ela disse, a resposta neural é restaurada quando é pedido para as pessoas se concentrarem em que sopa os moradores de rua possam querer comer, algo que as faz pensar na pessoa como alguém com desejos ou metas.

O fato de podermos mudar nossas reações em relação às pessoas - o status de Boyle passou instantaneamente de baixo para alto - também tem raízes em nossa psicologia, disseram os cientistas.

Dovidio disse que encontrar discrepâncias nos estereótipos provavelmente "cria um tipo de estímulo autonômico" em nosso sistema nervoso periférico, provocando picos de cortisol e outros indicadores de estresse. "O estímulo autonômico nós motivará a fazer algo naquela situação", ele disse, especialmente se a situação é perigosa.

Helen Fisher, uma professora de antropologia da Rutgers, teoriza que no caso de Boyle, os telespectadores também passaram por uma "onda de dopamina" com a surpresa agradável de ouvir a voz dela. "A novidade aumenta a dopamina no cérebro e faz você se sentir bem", ela disse.

Isto pode ajudar a explicar por que tantas pessoas foram atraídas pela história de Susan Boyle. Mas o fato de aceitarem a ela e outros azarões subestimados dificilmente mudará nosso gosto pelo estereótipo.

A sociedade moderna, com sua consciência dos preconceitos ao longo da história e sua capacidade sem precedente de apresentar tantos tipos diferentes de pessoas umas às outras, pode diluir ou mesmo neutralizar algumas noções pré-concebidas. Mas outras persistirão e novas surgirão, dizem os especialistas.

Este pode ser o motivo para, mesmo após ter expressado a esperança de que "talvez isso possa tê-los ensinado uma lição, ou dado um exemplo", Boyle ter começado a mudar sua aparência nos últimos dias, usando maquiagem, tingindo seu cabelo grisalho e vestindo roupas mais elegantes.

"A matéria-prima de dizer que você está comigo e ela não está é algo que está sempre presente", disse Berreby. "Não é algo que inventamos por causa da TV ou do carro. Também não é algo ligado à vida moderna. É algo inerente à mente."




quarta-feira, 6 de maio de 2009

M&Ms no Cinema !!

A M&M (Masterfoods) criou uma ação inovadora para promover seus confeitos de chocolate e amendoim e também a nova forma de venda de M&M´s a granel, colocando sua marca nos ambientes do Kinoplex Itaim.




Até o fim do ano, a bombonière, sala de cinema, corredores e inclusive os banheiros ficarão decorados com a marca. Além disso, pela primeira vez os M&M´s serão vendidos a granel e separados por cor, incluindo algumas especiais para determinadas épocas do ano.

Além de dar novas cores às poltronas das salas e mesas da bombonière, os M&M´s interagem com o público através de um painel ativado ao detectar a aproximação de alguém. Na tela, poderão ser vistas vinhetas da marca. A agência AlmapBBDO é a reponsável pela ação.

E você, o que achou desta ação?

É válida para lembrança de marca? Ou é intrusiva? Comente aqui!



ka germano.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Um presidente se faz com muito tesão e pouco juízo

Em 1973, Dilma Rousseff terminava uma temporada de três anos de cana. Era guerrilheira, o governo chamava de terrorista. Lá foi torturada e judiada. Tinha 26 anos.

Em 1974, com o começo da ditadura militar de Augusto Pinochet, José Serra deixou o Chile, onde fez mestrado em economia e lecionou, para fazer doutorado na universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Tinha 31 anos.

Ambos foram jovens radicais. Diferença mínima de idade. Ela aderiu à luta armada contra a ditadura militar, ele não. Hoje são tiozinhos. Ela é ministra, ele governador. Ambos com chances de ser o próximo presidente. O atual disse que o Brasil tem sorte de poder escolher entre tantos candidatos bons. Os outros são Ciro e Aécio. Todos mais esquerdistas ou menos.

Quando eu nasci era o general Humberto Castelo Branco. Dei tchauzinho para o Galaxy preto do Médici numa visita do ditador a Piracicaba. Tive um álbum de figurinhas com o ministério todo do Geisel, foi difícil conseguir Shigeaki Ueki e Reis Velloso. Vi espantado o Figueiredo puxando ferro de sunguinha na capa da revista Manchete. Assisti sem botar fé a campanha pró-diretas e a eleição indireta. E quando chegaram as diretas, elegemos Collor.

De verdade? Os quatro candidatos atuais, no contexto histórico, até que são bem razoáveis. Aliás, FHC e Lula também. Podia ser beeem pior, e lembro quando era.

É o suficiente? Não. Tá louco? Devia ser muuuito melhor. Se eu for começar a criticar, nem sei por onde começar.

Mas o problema não são as pessoas, é a lei. Diz que tem que ter mais de 35 anos para se candidatar.

Eu digo que tem que ter menos de trinta. Depois dos trinta a gente já passou por tanta desgraça que abençoa qualquer refresco. Depois dos quarenta, nem conto pra não te desanimar. Vamos ficando - oh, céus - razoáveis. Vale para eleitores e eleitos. Congressista vá lá ser coroa, o lance dos caras é digerir, negociar, demorar. Combina com meia-idade. Presidente é o capitão do time, tem que ter bravura, senso de sacrifício e muita irresponsabilidade. É outra história.

Ninguém escreveu melhor que George Bernard Shaw:

“The reasonable man adapts himself to the conditions that surround him. The unreasonable man adapts surrounding conditions to himself. All progress depends on the unreasonable man.”

Um presidente se faz com muito tesão e pouco juízo. Escolha o seu. Na próxima eleição, infeizmente serei obrigado a manter minha política habitual: eu não voto.


Uol

ka german@


 
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